segunda-feira, 29 de abril de 2013

Pensamentos de um professor

Pensamentos de um professor 
 Olá, hoje vamos falar sobre a educação tecnológica na vida de uma criança até ela chegar a pré-adolescência. A ciência diz que aos 02 anos de idade as crianças despertam certo interesse de aprendizagem, ou seja, querem mexer em tudo que vêem pela frente. Assim começa a interação tecnológica, a educação tecnológica, e com ela a proibição tecnológica (criança com 04 anos de idade mexendo na TV, os pais logo falam: “Menino tira o dedo daí”, quando poderiam falar: “Meu filho se apertar este botão você vai ligar a TV e você não pode ver TV agora, só mais tarde.” Pronto a criança já sabe onde ligar a TV, mas também sabe que aquele horário não é permitido, pois tem outras obrigações.). Quando a criança atinge os 04 anos, continua mexendo, no celular, por exemplo, e novamente os pais dizem, para de mexer “nisso” você vai quebrar, sendo que poderia dizer, meu filho vem aqui, o que você quer com o meu telefone celular? Pronto, acabou de ensinar, falou o nome do aparelho, mostrou fotos, vídeos, como fazer ligações. E, além disso, ensinou que quando a criança quiser mexer no telefone deverá pedir para o pai explicar como fazer. Assim é o dia a dia da educação tecnológica. Na infância, ou você ensina ou eles aprendem. Só que quando você ensina você pode deliberar horários, regras, e eles acabam aprendendo da maneira correta de usar esses inúmeros aparatos tecnológicos que tem em sua casa. Quando você proíbe, eles vão aprender sozinho, escondidos, quando você não estiver olhando, e assim vem a complicação, pois como não tiveram orientação, aprendem de maneira errada. Mexem na tv, dvd, celular, computador, tablet, etc., sempre de maneira violativa pois eles podem fazer tudo que quiserem, desde que os pais não vejam. Quando as crianças atingem os 06 anos de idade é chegada a hora de irem para a escola, o ensino fundamental. Vamos pegar 2 alunas (fictícias) como exemplo. Bárbara, aluna do 1º ano que estuda em uma turma que o professor utiliza a educação tecnológica u os chamados recursos midiáticos disponíveis na escola. E Karla, também aluna do 1º ano de uma turma que o professor não utiliza s recursos tecnológicos de maneira adequada. O professor da Barbara trabalha muito com os recursos tecnológicos disponíveis em sua escola, ele planeja suas aulas de maneira que consiga trabalhar sempre o conteúdo da sala de aula junto com a sala de informática, para alfabetização utiliza atividades como àqueles velhos joguinhos que encontramos em alguns sites como www.atividadeseducativas.com.br, e desta forma, a Barbara vai ver a letra A, vai ouvir a letra A, vai escrever a letra A, vai colorir a letra A, vai mover a letra A, e vai montar um avião com a letra A. Já Nossa aluna Karla vai apenas ver a letra A, vai ouvir a letra A, e vai escrever a letra A. E agora você me responde, quem mais interagiu com a letra A em 50 minutos de aula? Qual das duas meninas vai ter mais facilidade de entender a letra A? De saber que letra é essa? E assim acontece com o passar dos anos, as duas alunas chegam ao 5º ano, porém a diferença é visível, Barbara aprendeu matemática no quadro branco, na tabuada, no livro e nos aplicativos que tem no laboratório, como Tux Math, site www.umacidadeinterativa.com.br, Piqueruxo, etc. E assim pergunto novamente, quem recebeu mais informação? Quem teve mais conteúdo? Se perguntarmos quanto é 3x3 as duas saberão que a resposta é nove, mas a Barbara saberá transformar um simples número em dinheiro, troco, metros etc., enquanto sua colega Karla só sabe que a pergunta foi 3x3. E isso ocorre em todas as disciplinas, Português, Geografia, Historia etc. Analisando estes exemplos, podemos concluir que quando os professores deixarem de achar que o laboratório de informática é um parque de diversões para seus alunos e encontrar no laboratório um aliado aos seus conteúdos, trabalhando junto cm o coordenador tecnológico (professor de laboratório), suas aulas ficarão mais dinâmicas e mais atraente para seus alunos. PROFESSOR!!! Não use o laboratório como punição ou prêmio para seus alunos. Vamos mudar esses pensamentos, busque mais conhecimento para que seus alunos se interessem de verdade pela sua disciplina. Quando você realmente acreditar nas ferramentas ofertadas pelo coordenador tecnológico, vai notar a diferença de aprendizado nos seus alunos.
                                                                                                              Prof: Ricardo Rodrigues

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